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Arquivistas atuam no setor público e na iniciativa privada

Publicado: Terça, 16 de Maio de 2017, 16h42 | Última atualização em Terça, 16 de Maio de 2017, 16h47

arquivistas

A área de trabalho para quem exerce a função de arquivista é fundamental para empresas públicas e privadas. Mesmo com a nuvem de dados digitais, a Lei nº 8.159, que regula a política nacional de arquivos, obriga que as instituições armazenem determinados arquivos na sua forma original, a maioria no papel.

Na gestão do material que precisa ser guardado, entra em cena o trabalho do arquivista. Entre órgãos públicos e privados, o profissional pode atuar em locais como hospitais, indústrias, instituições financeiras e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O salário inicial é de R$ 3.748, segundo a Associação dos Arquivistas da Bahia (Aaba).

No prédio da Defensoria Pública da União (DPU), as prateleiras de papéis formam o labirinto no qual o arquivista Jorge Vieira circula todos os dias. Ao longo de dez anos de atuação na área, sete na União, ele acredita ter como principal característica pessoal a organização, que o fez se encantar pela arquivologia.

Na DPU, Vieira enfrenta o desafio da determinação de quais registros possuem valor duradouro e quais são valiosos o suficiente para justificar os custos de armazenagem e preservação. Fatores que aumentam a carga de responsabilidade na profissão.

“O arquivista precisa saber realizar a leitura e correlação de todas as informações que recebe. Especialmente no Brasil, onde o alto nível de desconfiança da população aumenta a quantidade de documentação utilizada em diferentes processos”, observa Vieira.

Longe das tramitações da administração jurídica, Ricardo Sodré, arquivista da Universidade Federal da Bahia (Ufba), organiza a documentação patrimonial da Biblioteca Universitária Reitor Macedo Costa, localizada em Ondina.

Desde 2007, quando concluiu arquivologia na Ufba, única instituição da Bahia que oferece o curso, passou a unir sua habilidade na área de tecnologia da informação com o interesse pela documentação histórica e patrimonial.

“O profissional da área trabalha com tecnologia, não tem como evitar. O bom é que sempre tive contato com softwares organizacionais”, diz Sodré.

Ciente da importância da tecnologia no armazenamento de arquivos, a estudante de arquivologia Daniele Nascimento, da Universidade Federal, planeja trabalhar com a restauração de documentos no ambiente digital.

Com a formação prevista para 2018, atualmente ela faz estágio no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

“A preservação de arquivos digitais pode trazer desafios relacionados com o manuseio dos aparatos tecnológicos. Porém é uma área promissora no mundo onde a informação é objeto valioso”, diz Daniele.

Segundo Daniele, na Bahia, a comunicação entre estudantes e profissionais do setor é feita por grupos em redes sociais. Locais onde são divulgadas vagas de emprego e concursos para arquivistas.

Fonte: A Tarde

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